PRAIA DO AMOR

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Minha história no bodyboard está dividida em duas partes: o começo e o retorno há dois anos e meio. Entre os dois períodos, fiquei muito tempo parado, entretanto, considero o último deles e, portanto, a atual fase, a mais importante, pois está sendo beneficiada pela maturidade e uma dedicação qualificada. Assim, faz parte desta nossa fase à busca de conhecimento sobre os melhores picos, principalmente no Nordeste, e uma das descobertas que obtive foi a Praia do Amor, em Pipa, no estado vizinho do Rio Grande do Norte. Como bodyboarder apaixonado e leal ao esporte, passei a sonhar com a possibilidade de surfar naquele pico e isso aconteceu, graças a uma pessoa especial na minha vida, no último dia 05 de julho. Após chegada no local e uma analisada básica do mar, entrei muito tenso, pois teria que vencer aquela arrebentação cruel, formada por ondas grandes, pesadas e uma maré enchendo, e olhe que só soube no outside que a situação era aquela, naquele dia, por conta da entrada de um swell. Não demorei a conseguir tamanha façanha por dois fatores: primeiro por conta da sorte e o outro devido à maturidade, pois lembrei que no caso de ondas grandes e pouca experiência com elas, o melhor seria furá-la soltando a prancha. Contudo, para conseguir criar coragem e pegar a primeira onda o tempo foi triplicado, pois não queria me imaginar atravessando novamente aquela arrebentação. Mesmo assim, escolhi uma menor e fiz um drop rápido, voltando logo ao outside, para tentar pegar a maior onda da minha vida. Era a primeira vez que conseguia atravessar a arrebentação de um mar tão grande, já que fui engolido no Pico das Almas, durante ressaca do começo do ano passado, porque tentei furar uma parede utilizando o método tradicional com a prancha. Depois de muito tempo dentro do mar e somente uma onda surfada, na verdade, mal surfada, conclui que para escapar da própria onda teria que pegar uma beirando a perfeição e, para isso, precisava de muita paciência e também sorte. Mas ela veio e consegui fazer um drop inesquecível, escapando no final do trauma da pancada dela nas minhas costas, já que manobrar com el rollo naquele tamanho de onda não era recomendado para meu quadril. É claro que não tive coragem de voltar, e minha experiência na Praia do Amor se resumiu a duas ondas, a última a maior da minha vida. Mas, diante das minhas limitações e o testemunho de três ocorrências dos salva-vidas num intervalo de poucas horas, me senti um herói surfar naquele pico com swell. E foi assim!

Obrigado inesquecível Noeme Cristina, como também Roberto (Bob), por terem me proporcionado a realização de um sonho.

Foto: Noeme Cristina A. Pinheiro Lopes

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