UMA HISTÓRIA DE PAIXÃO

O bodyboarding cearense é, com toda certeza, um dos mais importantes do planeta, por ter gerado atletas como Francisco Rosa, Rogério Biola, Seikiti Shinmon, Melk Lopes, Gustavo Tavares, Roberto Bruno, Luís Gustavo, Joana Nóbrega, Isabela Sousa, Patrícia Setúbal, Diego Gomes, dentre muitos outros. Mas, produziu também, um carioca que nos orgulhamos de ter e que foi um dos principais responsáveis por tudo isso, devido sua seriedade, dedicação, mas principalmente, paixão: Paulo de Tarso, o “Mano”.

Casado, pai de três filhos (Tainara, Tainan e a sapeca Marina), 50 (cinquenta) anos de idade recentemente completados, 34 desses dedicado ao bodyboarding cearense, nosso maior nome na arbitragem é dono de muitas façanhas no esporte, e foi pioneiro em praticamente tudo, sem sequer ter surfado uma única onda de bodyboard.

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Em 1984, quando aconteceu o primeiro campeonato de bodyboarding no estado, na Ponte Metálica, nunca esqueceu que cursava o terceiro ano do ensino médio e que foi convidado por Rogério Biola para ser somador numa bancada de juízes que se encontrava um dos seus grandes parceiros na arbitragem cearense, o grande Miguel Ângelo. Quatro anos depois, se tornou o primeiro presidente legal da entidade pioneira do estado, a ABBC (Associação de Bodyboarding do Ceará) e, devido seu dedicado início, com a realização do circuito estadual daquela temporada e a primeira grande Copa Cavalo Marinho, que voltaram a ser repetidos no ano seguinte, em 1990 recebeu um convite e se tornou o primeiro árbitro oriundo do Nordeste a fazer parte do quadro fixo de julgadores da inaugural entidade nacional do esporte, a ABRASB (Associação Brasileira de Bodyboarding), ano em que nosso estado, coincidentemente, ganhou sua primeira etapa de circuito brasileiro, através do grande Francisco Rosa. Na temporada seguinte, como presidente da nossa associação (entidade que ajudou a fundar), realizou o maior circuito estadual da história, com cinco etapas, além da quarta Copa Cavalo Marinho, com a presença de grandes do esporte, dentre eles, o pioneiro no país, Marcos Cal Kung. Em 1992, comandou a construção de uma organização nordestina, o CBNE (Conselho de Bodyboard do Nordeste) e, logo em seguida, deu início ao primeiro circuito regional da história, conquistado por Francisco Rosa na categoria principal, Marlus Joca na amadora, e a alagoana Juliana Andrade no feminino. Em 1995, se tornou o primeiro árbitro, oriundo do Nordeste, a julgar uma etapa de circuito mundial no país, uma das maiores emoções da sua vida no esporte, pois, além de ter sido a primeira no Brasil, presenciou o cearense Melk Lopes conquistando o título na principal categoria. Naquela ocasião, além de ter ajudado financeiramente o campeão da etapa a se manter no evento, recusou integrar a bancada de juízes na última bateria, diante da emoção que tomou conta de sua pessoa. Em 2002, realizou e julgou a maior competição ocorrida no nosso estado, com mais de 200 (duzentos) inscritos e premiação recorde, e que foi a última etapa do circuito brasileiro daquele ano (Oi/Smolder Contest), onde conquistamos o tricampeonato brasileiro com Roberto Bruno.

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Foi com “Mano” à frente do bodyboarding cearense, que também chegamos ao primeiro pódio internacional, no segundo evento do tipo realizado no país, em 1989 (terceira colocação de Francisco Rosa), o 2º International Bliss Competition, ocorrido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foi com sua liderança, que nosso estado ganhou a primeira etapa de Brasileiro (Francisco Rosa/1990), mas principalmente, os cinco primeiros títulos nacionais, através de Roberto Bruno (98/01/02/03/04), além, das já citadas, primeira etapa de mundial no país (Melk Lopes/1995) e primeiro nordestino (Francisco Rosa/1992). Como árbitro, Paulo de Tarso julgou todas as cinco Copas Cavalo Marinho, foi o único do Nordeste a fazer parte de um quadro fixo nacional, como também o pioneiro da região no circuito mundial.

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Atualmente, nosso maior julgador está à frente da ACEAB (Associação Cearense dos Árbitros de Bodyboarding) e, mais uma vez, lutando para ressuscitar o circuito nordestino. Além disso, continua acompanhando tudo, inclusive, as etapas de mundiais, tendo na última de Itacoatiara, em Niterói/RJ, defendido nosso atleta Marcelo Gonçalves, nas redes sociais, envolvido numa polêmica internacional.

“Mano” é um apaixonado pelo bodyboarding, e se emociona em todos os encontros do esporte, tendo demonstrado mais uma vez esse sentimento na última homenagem ao finado Francisco Rosa, ocorrida na Ponte Metálica, quando usou seu dom de grande orador para relembrar e reforçar importância daquele atleta para o estado. Também não faltou emoção para ele, no primeiro encontro “Geração Morey Boogie”, realizado por este blog, quando reunimos uma boa parte daqueles que participaram da sua trajetória no nosso esporte, nas duas primeiras décadas de existência.

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Apesar de, muito provavelmente, ter cruzado diversas vezes por ele nas areias do Lido, na Praia de Iracema, no final da década de oitenta, quando comecei no bodyboarding, só vim lhe conhecer no primeiro curso de arbitragem da ACEAB, em 2013, onde o mesmo era o principal palestrante, e claro, dali nasceu uma enorme admiração, aumentada consideravelmente quando resgatei a história do nosso esporte desde seu começo, até o último ano da década de ouro (90).

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O Blog Nas Ondas do Ceará lhe agradece, “Mano”, por tudo, mas principalmente, pela sua dedicação ao bodyboarding cearense, e todos nós esperamos continuar contando com sua experiência, qualidade e paixão pelo nosso amado esporte.

Agradecemos, ainda, a colaboração de Ednardo Peixoto, na construção desta matéria e, segue abaixo, diversos testemunhos sobre o maior árbitro e dirigente da história do bodyboarding cearense…

“Paulo de Tarso, o Mano, foi no meu início e é até hoje um dos maiores exemplos de profissionalismo, dedicação e referência que conheci no julgamento. Trago sempre comigo a lição que aprendi com ele, analisando o seu trabalho sem ele perceber. A calma para momentos críticos, fazendo a vida se tornar fácil e tranquilizar o painel. Uso todos os campeonatos, todas as vezes, e muitos títulos brasileiros e mundiais foram decididos por essa linha. Um grande amigo, sincero e reto nas palavras. Só posso deixar o meu MUITO OBRIGADO por tudo que fez e faz pelo Bodyboarding, e por todos que ele conhece, ou nem por isso! Um exemplo que carrego sempre”.

Chico Garritano, head-judge do circuito mundial

“Tive a honra e prazer de competir e iniciar a minha carreira vitoriosa sobre os olhos e canetas do Paulo de Tarso. O Mano, conhecido por todos nós, foi um dos melhores e mais honestos juízes que já vi nos meus 30 anos de carreira. Ele é um dos poucos juízes que se eu perdi na papeleta dele, eu realmente perdi, e se ganhei, eu realmente ganhei, sem contar a pessoa extraordinária que o Paulo é. Uma representatividade cearense e brasileira única. MANO, tu é o cara e muito obrigado por tudo”.

Guilherme Tâmega, brasileiro hexacampeão mundial.  

“Sou suspeito para falar do meu irmão, pois tudo que ele decide fazer, faz bem feito, e no bodyboarding, desde quando entrou, sempre foi um destaque nacional, sem pegar uma onda sequer. Grande pai, e um excelente profissional, espero que nunca mude, pois todos lhe admiram e o têm como referência, devido sua postura e seu caráter. Que Deus construa um caminho iluminado para ele trilhar, com saúde, muitos anos de vida, paz e felicidade”.

João Fausto Moreira, irmão, e também pioneiro do bodyboarding cearense como árbitro e dirigente.

“Como começar a falar das virtudes de um amigo que, no apelido, tem o sinônimo de irmão? Assim, falo para vocês desse irmão que Deus colocou em meu caminho, para construímos juntos uma história de grandes vitórias no esporte e na vida. Falar de Paulo de Tarso, é também falar da história do bodyboarding cearense e brasileiro, além da nossa amizade. O conheci quando vim morar na Rua Aracoiaba, para muita gente via também conhecida, popularmente, como “a rua do bagaço”, devido às casas antigas terem sido feitas por bagaços de cana de açúcar, assim relatavam os moradores, como minha vó Maria. Mano, um cara simples, é como irmão para mim, lembro muito bem quando cheguei para ele dizendo que iria ficar entre os melhores do Brasil. Foi como se estivesse pedindo um conselho para um irmão mais velho. Um cara do bem, que transmite confiança em tudo que faz. Honesto, acima de tudo, sendo isso que faz dele essa pessoa confiável. Que Deus proteja tua família. Muita paz irmão!!!”

Rogério Biola, atleta pioneiro do bodyboarding cearense, bicampeão estadual (88/90) e primeiro campeão local pela ABBC.

“Mano, foi, é, e sempre será um eterno amigo e irmão. Sem ele, provavelmente, o bodyboarding cearense, mesmo com seus talentosos atletas, não teria a expressão e participação histórica que o bodyboarding brasileiro tem. Agradeço a oportunidade de tê-lo conhecido e, ainda hoje com a distância encurtada pela internet, acompanho sua força e presença no que é o atual bodyboarding cearense”.

Marcos Cal Kung, pioneiro do bodyboarding nacional.

“Falar do Mano é fácil e, ao mesmo tempo, muito honroso. Trata-se de uma das pessoas mais sérias e comprometidas com a causa maior do esporte, através do desenvolvimento do bodyboarding no Ceará e em todo o Nordeste. Mano não foi só um incentivador do bodyboarding cearense, ele é diretamente responsável pela força incrível do bodyboarding nordestino. Extremamente técnico e talentoso na arte de julgar campeonatos, eu tive o prazer e a honra de trabalhar e aprender muito com este cara sensacional que tenho orgulho de ter como amigo. Muito respeito e admiração por tudo que o Mano representa para o esporte”!

Bruno Calheiros, carioca ex-head-judge do circuito mundial.

“O conheci, muito rapidamente, no início de tudo aqui no Ceará, depois morei fora e, quando voltei, fui convidado por ele para julgar na segunda Copa Cavalo Marinho. Ainda naquele ano, o mesmo me elevou ao posto de head-judge, momento em que nos tornarmos, praticamente, irmãos, e sempre o admirei pela honestidade, seriedade, irmandade, sinceridade e comprometimento. Aprendi muito com ele e “Mano” mudou minha vida”.

Miguel Ângelo, head-judge da ACEAB.

“Mano é um irmão que Deus me deu, um cara de uma integridade ímpar, cumpridor do seu papel de pai, filho, irmão, esposo e amigo. Desfrutamos de um ser iluminado, e 80% do que aprendi no bodyboarding foi através dele. Hoje, fiz opção da locução porque gosto, e faço porque aprendi a aplicar as regras do julgamento na locução, algo inovador no esporte e que dedico ao Mano”.

Ednardo Peixoto, ex-árbitro da ABBC, ex-árbitro da FEBBRJ e locutor da ACEAB.

“Meu amigo Mano, pessoa do bem que sempre está disposto a ajudar todos. A alma do bodyboarding no Ceará. Nunca deixou o esporte cair, abdicando de muita coisa na vida pessoal e profissional. Para mim, será sempre o eterno presidente da associação, pois, no início, naquela época, a coisa era bem mais difícil e, mesmo assim, seguiu enfrentando os problemas e levando o nome do bodyboarding cearense para o resto do mundo conhecer. Se hoje o nosso esporte é o que é, muito disso devemos a ele. Continue assim, Dr. Paulo”.

Evans Paixão, ex-árbitro da ABBC

“Falar do Paulo de Tarso e falar da história do bodyboarding cearense não tem como separar. O nosso sucesso veio de um profissional que ama o esporte sem pegar onda, que sempre deu tudo de si como excelente juiz no campeonato brasileiro, e que passou sua sabedoria a todos nós. Foi uma espécie de mentor para mim, Rogério Biola e Marcelo Quinderé, em 1989, ao nos recomendar, para Marcus Cal kung, integrar time Speedo/ Gênesis”.

Seikiti Shinmon, bicampeão cearense (pro/am e amador sênior 1990), primeiro a se tornar campeão em duas categorias na mesma temporada do circuito estadual, e primeiro a vencer um evento (categoria amadora na 3ª Copa Cavalo Marinho) com uma prancha da marca Gênesis no país.

“Uma referência em se tratando de bodyboarding cearense, competente, sério, um profundo conhecedor do nosso esporte”.

Roberto Bruno, cearense pentacampeão brasileiro.

“Meu amigo Mano é a própria história do bodyboarding cearense, feita por ele com dignidade, honra e competência”.

Teresa Neuma, proprietária da marca Cavalo Marinho.

“Mano, quem é esse advogado apaixonado pelo bodyboarding, como uma criança que ganha a primeira prancha? Nos anos 80 e 90 esse cara trouxe para nosso esporte um espírito empreendedor, e seriedade, que foi fundamental para uma geração. Tenho um exemplo de como o Mano ajudou a transformar moleques em homens, através do bodyboarding: em uma comemoração de final, eu e meu amigo Melk tivemos a ideia de, independentemente quem fosse o vencedor, comemorar a vitória com um banho de cerveja e ao final demos uns goles. Meses depois, em uma reunião da ABBC, levamos uma advertência (cartão amarelo) por sermos de menor e termos tomado álcool, gerando um péssimo exemplo. Obviamente, na época, não entendi. Sempre lembro dessa atitude e agradeço o quanto esse gestor ajudou na minha formação. Muito obrigado Mano”!

Marlus Joca, campeão cearense pro/am 1992 e campeão nordestino amador 1992.

“Mano, é assim que o conheço. Esse cara é muito especial para mim, vai morar sempre no meu coração e nas lembranças que tenho das épocas de campeonatos de bodyboarding. Me conquistou com seu jeito sempre honesto, discreto, responsável e direto no que fala. Sorriso largo, sempre é assim que Mano me recebe, e com um abraço que me faz voltar no tempo, um tempo bom demais. Muito carinho e admiração por ele!”

Rafaela Frota, bicampeã cearense (90/92) e ex-árbitra da ABBC.

“Conheço o Mano há 27 anos, sempre foi um grande amigo e sei que sempre será. O bodyboarding cearense certamente deve muito a ele. Nosso esporte é respeitado fora do estado não somente por conta dos atletas, mas por conta dele também. Ele merece todo carinho e respeito dos bodyboarders cearenses”.

Gustavo Tavares, cearense campeão nordestino 1995.

“Aprendi a admirá-lo desde meu início no esporte, o tenho hoje como um mestre, e credito a ele boa parte da responsibilidade do sucesso do meu trabalho no bodyboarding cearense”.

Tom Santiago, ex-presidente da FBCE (Federação de Bodyboarding do Ceará).

“Uma pessoa fenomenal, um líder ímpar que reúne todas as características pertinentes a grandes profissionais. Tenho orgulho de dividir palanque ao lado do Paulo de Tarso…simplesmente o cara é humano, melhor dizendo, ele é o Mano”!

Alison Torres, head-judge da ACEAB.

“É o cara que tenho a honra de chamar de meu amigo e, que, desde o dia que o conheci, até hoje, só aumenta minha admiração”.

Walderi Júnior, head-judge da ACEAB.

6 comments

  1. Sou um pouco suspeito em falar do Mano, graças a ele e sua comissão julgadora e seus critérios super rigorosos, o bodyboarding cearenses dominou o cenário nacional por muito tempo. Foram vários títulos brasileiros do Roberto Bruno, etapas ganhas p mim, Luís Gustavo, Tainan entre outros. Tudo graças aos nossos critérios de julgamentos rigorosos, não era moleza fazer boas notas, um 10 teria que ser uma nota 15, mas graças a esses critérios viajávamos e com notas regulares, se tornavam boas, e notas boas que fazíamos em nosso estadual se transformavam em notas ótimas e excelentes. Tudo graças à base firme e sólida que tínhamos em nosso julgamento. Eu me lembro da última etapa do circuito cearense em 99, meu início nas competições. PF altas ondas, vindo de banzai e pude desfrutar do título da etapa. Foi aí que recebi grandes elogios do Paulo de Tarso, foi nesse momento que eu percebi que tinha um futuro no bodyboard do no estado e graças a todas as suas palavras me dediquei e conquistei muitas vitórias, amizades e valores através do bodyboard. Obrigado Mano…

    1. Muito obrigado Ricardo Barbosa, ou simplesmente esposo, fico feliz em poder ler depoimentos como o seu e saber que de alguma forma contribuímos, fico mais feliz ainda em saber que vc e muitos hoje são pessoas do BEM. Grande abraço, eterno local da PRAIA DE IRACEMA!!!!

  2. Mano véi gente muito boa!! Ei vejo o Bodyboard Cearense dividido em duas epocas, uma Mano outra Pós -Mano !! Muito competente , pessoa de muito caráter porem tem um grande defeito ser torcedor da siaraGaY 😂😂👊🏼😎

    1. KKKKKKKK Grande Daniel Holanda, amigo “das antigas”, um talento que vive na história do bodyboarding cearense, grande prazer e satisfação ler um comentário seu. Grande abraço!!!

  3. Depois de tantos depoimentos fica até meio clichê repetir tantos elogios, mas quem sou eu para não assinar embaixo com tudo que falaram do Mano,meu amigo de infância/adolescência e conterrâneo da P.I. e agora(ainda bem que antes tarde do que nunca) realizando um sonho de ser árbitro de bodyboard e orgulhoso de dividir o palco com esse ícone do esporte cearense, só tenho a agradecer, obrigado MANO

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