RAZÕES DA TEMPESTADE CEARENSE

Não foi da noite para o dia, que o bodyboarding cearense pôde receber apelido parafraseado daquele dado pelos gringos à elite do surf brasileiro, e que todos conheceram depois da histórica etapa brasileira do mundial deste ano, em Itacoatiara/RJ: “rapadura storm”. Isso se deveu a toda uma história, principalmente de superação, graças a nossa qualidade, mas também a raça dos atletas, dirigentes e árbitros do nosso estado, inclusive, vencendo situações de fome, sede e preconceito contra nordestinos.  

O estado do Ceará começou a se destacar neste esporte na única etapa nordestina do inaugural circuito brasileiro de surf da história (1987), evento denominado “Fico Surf Festival”, ocorrido de 03 a 11 de outubro, em Stella Maris, Salvador/BA, primeira grande competição que o bodyboarding foi incluído e onde obtivemos boas colocações com nossos três atletas pioneiros: Francisco Rosa, “Rogério Biola” e “Bira Teixeira”.

Em 1988, ano do primeiro circuito brasileiro, terminamos a temporada entre os oito melhores do ranking nacional, na categoria profissional (8º), através de Francisco Rosa, e no seguinte, nosso estado o iniciou subindo logo ao pódio no segundo evento internacional realizado no país, o 2º International Bliss Competition, ocorrido de 25 a 29 de janeiro, na Barra da Tijuca, com a 3ª colocação do mesmo atleta, que perdeu na final apenas para o melhor brasileiro do ranking mundial (o carioca, Alexandre de Pontes) e para o havaiano maior conquistador de títulos mundiais (9X), Mike Stewart, até então pentacampeão do mundo. No ranking brasileiro, voltamos a ficar entre os oito melhores profissionais, com Rogério Biola (8º).

ROSA NO II BLISS 1995 8 1995 7

Em 1990, fomos o primeiro do Nordeste a ganhar uma etapa de circuito brasileiro na categoria profissional, novamente com Rosa, mas em Guarujá/SP, como também o primeiro e único da região a ter um árbitro no quadro técnico fixo da maior entidade do esporte no país (Paulo de Tarso, o “Mano”). No ranking brasileiro, terminamos com a quarta colocação de Francisco Rosa e a sexta de Rogério Biola, perdendo somente para cariocas, e ainda com o sétimo posto de Seikiti Shinmon, na amadora, provando assim que já naquela época éramos a segunda federação em importância do bodyboarding brasileiro.

Fomos o primeiro estado, a conquistar o inaugural circuito nordestino em 1992, com Francisco Rosa, mas nos tornamos tricampeão regional profissional com outro título dele, em 1994, e o terceiro de Gustavo Tavares no ano seguinte. Nessa mesma temporada (1995), na etapa brasileira do primeiro circuito mundial da história (até então era realizado somente no Havaí), além de vencermos o maior do mundo nas quartas-de final da disputa principal, numa bateria envolvendo Rogério Biola e o havaiano Mike Stewart, nosso estado também conseguiu o título com Melk Lopes e o vice na amadora, de Luís Gustavo. Ainda naquele evento, também fomos o único do Nordeste a termos um julgador no quadro arbitral, novamente com Paulo de Tarso, e nessa etapa de mundial, mas no ano subsequente, Roberto Bruno foi vice-campeão na amadora, e nossa Joana Nóbrega conquistou o título na mesma categoria.

Em 1998, fomos o primeiro estado da região nordestina a conquistar o título de campeão brasileiro profissional, com Roberto Bruno, e juntando seus outros quatro nos seis anos subsequentes, nos tornamos o único do Nordeste pentacampeão brasileiro.

1998 20 1995 4 MANO MOREIRA BIOLA

Somos também tetracampeões nacionais amadores, com os títulos de Patrícia Setúbal (2002), Isabela Sousa (2005), Marília Alencar (2006) e Erik Silvino (2012), além de campeão brasileiro mirim (1999), com Vladinir Maciel.

Na pró-júnior, este ano, em Itacoatiara/RJ, nosso Diego Gomes foi o primeiro brasileiro a vencer umas das categorias daquela etapa de mundial no país, depois de quatro edições, mas também, com esse feito, foi o primeiro brasileiro e no país, a ganhar uma etapa da categoria pró-jr do mundial.

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Na profissional feminino, somos o único do Nordeste bicampeão brasileiro, devido as duas conquistas de Isabela Sousa, mas também através dela, somos o único campeão e tricampeão mundial.

Atualmente, somando todos os títulos nas categorias profissionais da história, nosso estado é o terceiro no país, perdendo apenas para os dois maiores, Rio de Janeiro e Espírito Santo, tanto com relação às conquistas de nível nacional, onde possuímos 07 (sete), como também às mundiais, que temos 03 (três), totalizando 10 (dez).

E, por fim, realizamos, no último mês de fevereiro, mais precisamente de 19 a 21 na Praia do Futuro, a maior etapa de circuito estadual atualmente no país, onde ofertamos a maior premiação (dezesseis mil reais), tivemos uma grande quantidade de inscritos (180) – batendo até mesmo a referida etapa do mundial em Itacoatiara, que teve 150 (cento e cinquenta) – e que, por isso, proporcionamos uma disputa de nível internacional, diante dos vários campeões brasileiros e mundiais que aqui se fizeram presentes.

 

Fontes complementares:

http://surfar.com.br/fico-surfista-empresario-batalhador-incansavel/

http://www.datasurfe.com.br/2007/03/1987-o-ttulo-brasileiro-de-paulo-matos.html

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