NOTÓRIA PRECURSORA

A primeira grande conquista feminina do nosso esporte, por conta da excepcional repercussão nacional, foi obtida por uma das nossas pioneiras, a mesma que também ganhou o segundo circuito estadual da história, quando ainda era realizado pela associação cearense de surf: Graziela Monteiro.   

Apesar da naturalidade carioca, nossa biografada começou a praticar bodyboarding no mar da Praia do Futuro, mais precisamente defronte a antiga e famosa barraca Casarão, quando tinha 15 (quinze) anos de idade, em 1985. Teve vários amigos incentivadores, mas o principal deles foi seu pai, que lhe presenteou com sua primeira prancha, uma Casca Grossa, marca que chegou a patrocinar nosso pioneiro, Rogério Biola, no primeiro circuito estadual.

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Começou a competir no segundo semestre de 1986, ano em que foi apontada como a revelação, tendo em vista ter conseguido a terceira e quarta colocação, na terceira e quarta etapa, respectivamente, daquele que entrou para a história como o primeiro circuito cearense de bodyboarding, quando ainda era feito pela associação de surf. A primeira campeã estadual foi Ana Margarida Praça, e nossa biografada terminou em sexto no ranking final daquela temporada.

No ano seguinte, portanto, em 1987, conquistou aquele que considera ser seu mais importante título, o de campeã cearense. O ranking naquele período, foi unificado com os resultados do circuito da associação de surf e os dois primeiros campeonatos da nossa entidade pioneira, a ACBB (Associação Cearense de Bodyboarding), recém-criada. Graziela Monteiro foi campeã estadual vencendo a quarta etapa, obtendo o vice na segunda e terminando em terceiro no terceiro encontro, todos pelo circuito da associação cearense de surf. Ainda na mesma temporada, encontrou Francisco Rosa, Rogério Biola e Bira Teixeira no Fico Surf Festival, em Stella Maris, na capital baiana, naquela que foi a primeira grande competição nacional do esporte, e que nossos referidos bodyboarders se destacaram, passando a serem temidos no país. Nossa biografada foi competir como atleta da marca Cantão, representando o Ceará, mas para sua surpresa seu patrocinador não havia efetivado a inscrição, o que lhe deixou fora do grande evento.

Em 1988, mais precisamente no dia 24 de abril, na Taíba, Graziela Monteiro ficou conhecida no país por ter recebido das mãos de Raul Oliveira e Teresa Neuma o troféu de vice-campeã da célebre 1ª Copa Cavalo Marinho, competição com nível nacional, tendo em vista a participação de vários atletas de outros estados, inclusive, do Rio de Janeiro. Na grande final feminina, nossa biografada perdeu para a pernambucana Elka Roichmann. No estadual, o primeiro realizado pela nossa entidade pioneira, ela obteve a terceira colocação na segunda etapa e ganhou a terceira, terminando temporada na quarta colocação do ranking final. Participou ainda de torneios em vários estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, mas devido faculdade, casamento e maternidade, decidiu parar de competir no começo do ano seguinte.

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No final do ano passado, pontualmente no dia 04 (quatro) de dezembro, após vinte e sete temporadas afastada das competições, nossa biografada decidiu voltar, e isso aconteceu na Taíba, localidade onde ela obteve a primeira grande conquista do bodyboarding cearense feminino. Depois que soube do vultoso encontro da “geração morey boogie” estadual, promovido por este site, participou do segundo, que foi diferente por ter tido a inclusão de uma disputa envolvendo atletas com idade mínima de 40 (quarenta) anos de idade, os grand-masters. O histórico evento aconteceu defronte a barraca Água de Côco, no Morro do Chapéu, e nossa homenageada chegou à final conquistando a terceira colocação, sendo superada somente por duas competidoras destaques no início da segunda década do bodyboarding cearense, Nadja Pernas e Patrícia Brasil.

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Este ano, mais precisamente no dia 05 de fevereiro, na Praia dos Coqueiros, Caça e Pesca, empolgada com o retorno às competições, Graziela Monteiro também caiu na primeira etapa do inaugural circuito máster do estado, que está homenageando o grande Francisco Rosa, e foi consagrada vice-campeã, por ter perdido apenas para a campeã cearense de 1999, Amaya Takei. O próximo objetivo da nossa celebrada bodyboarder será o título desse circuito, também histórico para o bodyboarding local, já que o certame terá outras três disputas.

Na fotografia de capa, Graziela Monteiro na barraca onde tudo começou, na Praia do Futuro, e segurando o troféu de vice-campeã da 1ª Copa Cavalo Marinho.

Fotografia de capa: Marley Araújo

Todas as outras fotografias: Marley Araújo e Francisco Chagas

 

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