COMO TUDO COMEÇOU

O esporte nasceu no início da década de 70, na Califórnia, nos Estados Unidos da América, através do americano Tom Morey, que, utilizando um dos lados de sua prancha de surf recém-partida, descobriu a sensação de surfar deitado. No ano seguinte, ele criou o protótipo do primeiro bodyboard, denominado Morey Boogie, que foi o responsável por impulsionar o desenvolvimento da modalidade. 

A primeira onda surfada no país com bodyboard foi em 1973, na praia do Leme, Rio de Janeiro, pelo carioca Marcus Kal Kung, que com isso se tornou o pioneiro do esporte no Brasil. Na segunda metade da década de 70, com a chegada da primeira prancha com uma nova estrutura, a Morey Boogie 139 Rainbow, começou a aumentar número de praticantes e grupos foram se formando.

Em 1983, na praia de Piratininga, em Niterói, no município do Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro campeonato no país na história do esporte, vencido por Mário Rutman, mas tendo a participação da primeira mulher, Gisele Vargas, a “Gica”. No ano seguinte, Kung juntamente com Cláudio Marques, Marco Salgado, Guto de Oliveira, Kiko Pacheco, Fábio Lobo, entre outros, criaram a primeira entidade da história do bodyboarding, a AMBERJ (Associação de Morey Boogie do Estado do Rio de Janeiro).

A primeira participação brasileira em campeonatos mundiais foi na sua terceira edição, em 1984, no histórico “Pipe Master”, através de Kung, Marco Salgado, Guto de Oliveira, Alexandre de Pontes e Cláudio Marques, que foi o melhor brazuca na competição, conquistando a décima colocação. Nessa oportunidade, aconteceu a primeira participação de uma mulher, em eventos do tipo, na história do esporte, a niteroiense Andréa Ferreira.

Em 1987, nasceu a primeira revista especializada do Brasil, a Fluir Bodyboard, e, no ano seguinte, foi fundada a inicial entidade nacional, a ABRASB (Associação Brasileira de Bodyboarding), que também realizou naquela temporada seu inaugural circuito. Os primeiros campeões brasileiros, nas principais categorias, foram os cariocas Paulo Esteves e Mariana Nogueira. Nesse mesmo ano, aconteceu ainda o primeiro campeonato internacional no país, o International Bliss Competition, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, vencido por um dos maiores competidores do esporte, o havaiano Mike Stewart (9x campeão mundial).

No Ceará, as primeiras pranchas de bodyboard foram vistas no começo da década de 80, e o primeiro campeonato foi feito pelo, até então, “surfista de madeirite” Rogério Biola, em 1984, na Ponte Metálica, pico que, por isso, se tornou o berço do bodyboarding cearense. Além dele, outros foram os bodyboarders precursores, como Mendonça (campeão da primeira etapa do primeiro circuito feito pela associação cearense de surf, em 1986), Jamil, Márcio Gaúcho, Lúcio Chaves, Pedro “Galinha”, Stênio, Ticiano, Rômulo “Velho”, Miguel Ângelo e Francisco Rosa que, inclusive, se tornou o primeiro campeão estadual, juntamente com Ana Margarida Praça, desse referido primeiro circuito realizado pela associação cearense de surf. Os primeiros árbitros da história alencarina foram Miguel Ângelo, Márcio Leão e Frota, e o primeiro somador Paulo de Tarso, o “Mano”.

Em 1987, através das iniciativas de Rogério Biola e Francisco Rosa, foi criada a inaugural associação estadual, a ACBB (Associação Cearense de Bodyboarding), durante reunião acontecida na residência da bodyboarder “Cristina”, situada na Rua Idelfonso Albano, na Praia de Iracema, envolvendo os dois atletas e seu primeiro presidente, Gabriel Mesquita, mas também Paulo de Tarso, Bira Teixeira, Graziela Monteiro, Eriko Vasconcelos, dentre outros. Os primeiros árbitros da organização foram Paulo de Tarso, “Neno” e “Abreu da Justa”. No ano subsequente, a entidade foi legalmente registrada, mudando nome para ABBC (Associação de Bodyboarding do Ceará), e o primeiro somador da história estadual do esporte foi escolhido como o primeiro dirigente. Nessa mesma temporada, também aconteceu o inaugural circuito cearense feito pela recém-fundada associação e seus primeiros campeões foram Rogério Biola (profissional), Anastácia Ribeiro (feminino), Ataliciano Pirata (amador) e Luciano Praça (mirim/júnior).

Francisco Rosa foi o primeiro atleta nordestino que subiu ao pódio numa competição nacional, em 1988, na praia de Stella Maris, na capital baiana, no 2º Fico Surf Festival, quando foi vice por ter perdido apenas para o carioca Paulo Esteves (primeiro campeão brasileiro da história). Nosso cearense também foi o primeiro da região que subiu no pódio de uma competição internacional no país, em 1989, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no 2º International Bliss Competition, tendo dividido a terceira colocação com o carioca Carlos Siqueira. Além disso, o mesmo competidor foi ainda o primeiro “não-carioca” que ganhou uma etapa do circuito brasileiro, mais precisamente na terceira edição (1990), na segunda disputa daquela temporada, em Guarujá, São Paulo, mesmo palco que o cearense Melk Lopes se tornou o brasileiro que venceu a primeira etapa de circuito mundial realizado no país, em 1995, oportunidade em que também Luís Gustavo se tornou o primeiro atleta alencarino que subiu ao pódio amador (vice-campeão) num evento do tipo na história do esporte.

Foto: Marley Araújo 

Fontes complementares:

Waves

atlasesportebrasil.org.br

Wikipédia

 

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