CHEIO DE ESTILO

Dono de uma elegância no surfar inconfundível e admirada, nosso primeiro biografado do ano foi campeão em duas categorias no quinto circuito estadual e também no primeiro regional da história nacional do esporte.  

Apesar de ser pernambucano de Recife, o grande Marlus Joca começou no esporte no verde mar da Praia do Futuro, na altura do antigo Hotel Praia e Sol. Foi incentivado pelos amigos do bairro onde morava, especialmente Bira e Lúcio Chaves, mas ganhou a primeira prancha dos pais (salvo engano, da marca Malhando) como consolo por ter que reprovar na quarta série para acompanhar o nível da escola que frequentava.

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Começou a competir no dia 20 de maio de 1989, com doze anos de idade, na categoria estreante da primeira etapa do circuito da associação da Praia do Futuro (ABPF), conquistando logo de cara a terceira colocação do evento, tendo deixado em quarto lugar aquele que ainda hoje lhe considera o mais elegante de todos no mar. “Ele seguramente tem o estilo de surf mais bonito que já vi”, nos revelou hoje pela manhã o atleta grand master Pedro Cabral. Ainda naquele ano, também estreou no estadual e, no final da temporada, conseguiu ser o quinto melhor na categoria amadora/júnior.

Em 1990, obteve dois terceiros lugares na segunda e quarta etapas do circuito cearense e já figurou entre os top’s amadores no final do período. Na temporada seguinte, no primeiro final de semana do mês de maio, foi o campeão amador/júnior e o vice-campeão amador/sênior na segunda etapa do circuito maranhense (2ª Copa Radical de Bodyboard), realizada na praia de São Marcos. Em julho, na terceira briga desse mesmo estadual, foi vice-campeão amador/júnior e quinto na outra categoria. Em outubro, representando o Colégio Christus, venceu na categoria open (amadora) o 1º Intercolegial/Universitário de Surf e Bodyboard, realizado defronte a barraca Kafua na Praia do Futuro, batendo na final o “frio” Melk Lopes do colégio Castelo Branco. Foi terceiro colocado amador/júnior na segunda etapa do estadual e campeão na disputa seguinte. Devido “evidente ascensão”, foi capa na quarta edição daquele ano do magnífico jornal “Rollo!”.

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Em 1992, ano de crise local do esporte, foi campeão cearense pro/am e amador na única etapa realizada, superando até o grande Francisco Rosa, e campeão nordestino também nas duas categorias naquele que foi o primeiro circuito regional do país (Nordestino), ganhando dois dos três combates. Na temporada seguinte, foi terceiro colocado na pro/am e vice-campeão na amadora da segunda disputa do estadual.

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A vitória que considera a mais importante de sua trajetória foi a do único título estadual conquistado, porque ganhou com uma onda da série para a direita, lado que ainda não tinha habilidade. “Dei uma batidona e, na transição, abriu aquele inside pesado da PF. Logicamente que busquei a esquerda e, meus amigos direiteiros (Seikiti e Betinho), tiraram muita onda.”

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Os maiores títulos que considera ter conquistado foram duas derrotas em finais (dois quartos lugares). A primeira aconteceu na 1ª Copa Cavalo Marinho/Morey Boogie (1991), que foi a segunda fora do Ceará, mais precisamente na praia do Francês, em Alagoas, e a outra foi na sua primeira participação num brasileiro (a inaugural do circuito de 1993), na sua terra natal. “Sem qualquer soberba, na primeira onda de um circuito nacional tirar um tubão saindo de aéreo em pleno Maracaípe é o maior título que qualquer apaixonado pelo bodyboarding pode ter na sua memória.” Em 1994, no auge de sua carreira, se afastou das competições porque sofreu derrotas em momentos cruciais e não teve estrutura psicológica para aceitar. Essa desistência o levou para outros caminhos bem menos prazerosos que o esporte, mas, acima de tudo, lhe tornou forte a longo prazo. “Muitas pessoas passaram na minha vida nos últimos trinta anos, mas uma em especial me ensina até hoje para nunca desistir porque perder faz parte da vida, e essa pessoa é a mãe do meu único filho”, disse ele.

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Ano passado, com 41 (quarenta e um) anos de idade, mais precisamente no dia 29 de julho, depois de vinte quatro deles afastado, voltou às competições na segunda etapa do segundo Circuito Master Vip Francisco Rosa, acontecida no Caça e Pesca. Pouco depois, caiu na categoria master do capixaba, no encontro nacional de atletas legendários organizado pelo carioca Marcelo Pedro na Barra da Tijuca e na histórica etapa cearense do circuito brasileiro na praia do Beach Park. Seu próximo objetivo é ter mais tempo livre, curtir ainda mais o mar e pegar um “salão” para sorrir três dias seguidos. Além disso, continuar competindo para ter mais saúde, para nunca ficar em último e para mostrar ao seu filho que o esporte é uma das coisas mais apaixonantes do mundo, em especial o bodyboarding, devido “sinergia” com o mar e amizades conquistadas.

 

Fontes:

Jornal Ação Bodyboarding

Jornal Rollo!

Diário do Nordeste

Jornal O Povo

Jornal Gazeta do Esporte

Jornal O Imparcial

Jornal Lance Livre

 

Fotografia de capa: Marley Araújo

Outras fotografias: arquivo pessoal do biografado e Marley Araújo.

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