O PRIMEIRO TRIÊNIO

Com dez competições realizadas, participação de 57 (cinquenta e sete) atletas na última etapa (média de trinta e oito) e 05 (cinco) escolinhas beneficiadas em quatro municípios distintos, um dos maiores circuitos masters do país aniversariou e se prepara para dar continuidade a uma iniciativa que se tornou referência no país no quesito ação social.

O Circuito Master Vip Francisco Rosa, que foi idealizado pelo grande Paulo de Tarso “Mano” (presidente da ACEAB) para homenagear nosso primeiro extraordinário competidor (o saudoso Francisco Rosa) e que consagrou Alberto Colares (tricampeão quarentão), Graziela Monteiro (tricampeã quarentona), Marley Araújo (campeão lendário 2018), Gustavo Tavares (campeão lendário 2019) e Rômulo Emanuel (campeão novinho 2019), começou no dia 05 (cinco) de fevereiro de 2017, na praia do Caça e Pesca, e reuniu 33 (trinta e três) atletas, inclusive, dois do Rio de Janeiro (Gustavo Gracia e Gabriel Zaccaro) e um do Rio Grande do Norte (Salomão Dantas). Naquela ocasião, além do evento ter conseguido a presença do vice-campeão cearense amador júnior de 1988 (Jorge Rebouças) no dia do seu aniversário, resgatou também Juan Garcia (campeão cearense amador 1998) e outros três monstros do nosso esporte que foram Ériko Vasconcelos (primeiro campeão cearense master 1994), Cristina Gomes (campeã cearense 1989) e Ronaldo “Cebola” (7º ranking cearense pro/am 1990), esses últimos há mais de vinte anos afastados das competições.

Além de ter sido sempre patrocinado por bodyboarders e de ter tido a cobertura deste site em toda sua história, o circuito fortaleceu campanha do Matias (filho especial do bodyboader nordestino Marcelo Cartaxo), foi palco de uma revelação nostálgica de Kátia Cristina (vice-campeã 2018) quando estava competindo pela primeira vez após o falecimento do seu marido, provocou lágrimas no Rafael Moraes que dedicou vitória à sua linda filha com síndrome de down (Bianca), fez Melk Lopes (campeão profissional da primeira etapa de circuito mundial realizado no Brasil/1995) entrar no mar com febre, presenteou mãe do homenageado no dia do seu septuagésimo sexto aniversário, permitiu explosão de alegria da única vovó atleta do circuito (Carmelina Martins) ao ganhar uma das etapas, oportunizou participação via transmissão on-line da vice-campeã 2017 (Nadja Pernas) que no ano retrasado foi morar em Portugal, possibilitou comemoração eufórica do Luiz Gustavo (campeão profissional da primeira etapa cearense do circuito brasileiro em 1999) e proporcionou superação deste que vos escreve com o título lendário de uma das competições, mesmo sofrendo com uma doença grave, crônica e degenerativa (espondilite anquilosante).

Circuito foi responsável também pelos resgates de Marlus Joca (campeão cearense e nordestino pro/am 1992), Crisanto Pimentel (bicampeão cearense 1991), Wadson Mendes (campeão iniciante da 5ª Copa Cavalo Marinho em 1995), Fábio Alexandre, Roger Vitor (campeão cearense master 1996), Pedro Cabral (organizador do circuito a partir de 2019), Márcio Ricardo (vice-campeão lendário 2018), Clóvis Campos, Carla Nascimento (campeã municipal de Caucaia 2002), Rafaela Frota (primeira bicampeã cearense 90/92), David Correia e Fábio Arruda (campeão cearense profissional em 2000), além de Ednardo Peixoto, ex-árbitro da ABBC (Associação de Bodyboarding do Ceará), que retornou ao julgamento.

Para completar, circuito propiciou ainda as ilustres presenças de outros grandes do bodyboarding cearense, como o megacampeão Roberto Bruno, Tom Santiago (presidente da federação), Teresa Neuma (proprietária da Cavalo Marinho), dos pioneiros do bodyboarding taibense Wilson “Sereia” e João Batista, do head judge Amadeu Júnior, da bodyboarder jornalista da revista Beach Show Rafaele Esmeraldo, dos fotógrafos Gabriel Paula e Pedro Paterno, e dos atletas profissionais Eduardo Freitas, Tainan Monte, Diego Gomes, Patrícia Setúbal, Dalete Mousinho, Rebecca Fontenele, Bia Jesus e João Antônio, da atleta amadora Iasmine Guedes, dentre outros.

Rodrigo Monteiro, um dos fundadores do movimento “Rio Bodyboarding Master Series” e historiador desse esporte naquele estado, quando procurado por este site, disse que se considerava parte do nosso circuito porque competição que lançou serviu de inspiração e incentivo para que “Mano” e “Marley” iniciassem esse trabalho de resgate dos masters cearenses e porque é fã dos atletas da “Terrinha”, já que, para ele, sempre fomos um celeiro de grandes competidores. E finalizou: “Ver a retomada de várias feras que estavam no ostracismo, no sedentarismo, buscando uma vida mais saudável depois dos quarenta anos de idade, voltando a treinar, evoluir, não tem preço, vida longa a todos os masters cearenses!”    

Wagner Caetano, cofundador da liga master potiguar e que se fez presente na primeira etapa do circuito, exclusivamente, para prestigiar momento histórico, lembrou que a escola cearense sempre se destacou como uma das maiores e melhores do país e vem premiando o nordeste com esse circuito, agregando assim, portanto, valores no resgate de praticantes outrora competidores memoráveis. E disse mais: “Além de manter viva a memória de Francisco Rosa, competição é de fundamental importância para os masters, inclusive, servindo como uma das maiores referências no Brasil. É com muita honra e satisfação que parabenizo todos que fazem parte desse maravilhoso projeto.”

Fotografias: Marley Araújo

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s