SOBERANO DOS VERDES MARES

Não bastando ter conquistado onze títulos locais (sete profissionais), um pentacampeonato brasileiro e possuir a incrível marca de ser o único alencarino que alcançou um título nacional na principal categoria, ele obteve também, recentemente, o maior resultado de um cearense numa etapa de circuito mundial fora do Brasil.

O maior vencedor da história masculina do bodyboarding estadual, sem sombra de dúvidas, é o fenomenal Roberto Bruno, o principal integrante da equipe Genesis Ceará. Local da Praia do Futuro, hoje com 40 (quarenta) anos de idade, pai de dois filhos e casado com Dalete Mousinho (campeã cearense profissional 2017), ele começou no esporte na famosa “década de ouro”, através do incentivo do seu irmão Luiz Gustavo (hexacampeão cearense), mais precisamente no ano em que nosso principal pioneiro conquistava, de forma inédita, uma etapa de circuito nacional para o estado (Francisco Rosa, 1990).

Competiu pela primeira vez no “quintal de casa”, na 4ª Copa Cavalo Marinho (1991), numa grande festa do esporte que reuniu 160 (cento e sessenta) atletas e várias estrelas nacionais, tendo conseguido subir ao pódio da categoria estreante, terminar na terceira colocação, numa final que envolveu Eduardo Santos (1º), Francisco Nilson (2º) e Henrique César. Dois meses depois, estreou na inaugural disputa do estadual daquele ano e nela acabou se tornando o primeiro campeão iniciante da história alencarina do esporte. Seus dois primeiros títulos locais (pro/am e amador) alcançou numa mesma temporada (1995), repetindo as proezas do Seikiti Shinmon (1990) e do Crisanto Pimentel (1991), que também foram campeões estaduais em duas categorias num único período. Naquele mesmo ano foi ainda campeão nordestino amador e, no seguinte, alcançou seu primeiro grande resultado internacional: vice-campeão amador da segunda etapa brasileira de circuito mundial.

Seu primeiro troféu de campeão nacional ganhou em 1998, sua primeira etapa desse circuito conquistou no ano seguinte e as outras quatro taças de melhor do país obteve sucessivamente, a partir de 2001, feitos que lhe conferem, até hoje, ao lado do baiano voador Uri Valadão, a condição de segundo maior vencedor da história do circuito brasileiro (Guilherme Tâmega tem seis títulos). Em 2002, nas ondas de São Conrado, ganhou seu único evento internacional (Rio International Pro), mas foi há três anos, com quase 38 (trinta e oito) anos de idade, que obteve seu maior resultado num campeonato mundial e o maior resultado, fora do Brasil, de um atleta cearense na categoria masculina: vice-campeão na etapa de Arica, perdendo apenas para o então campeão mundial, o francês Pierre Louis Costes. Não satisfeito, no encontro seguinte do mesmo circuito (Antofagasta), conseguiu sua segunda maior façanha internacional (terceira colocação), e essas duas proezas seguidas, ambas em mares chilenos, lhe deram o posto de sexto melhor do planeta em 2017, ao lado do chileno Alan Munoz, feito jamais alcançado por outro alencarino no nível mais alto do esporte.

Fotografia de capa: Marley Araújo

Outras Fotografias: Marley Araújo, Roberto Bruno, APB World Tour.

Fontes:

Jornal Rollo!

Jornal The Surf Press

Jornal Diário do Nordeste

Jornal O Povo

Revista Style Bodyboarding

Jornal Body News

APB World Tour

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