ARROJO BARRENSE

Aparecendo na história do esporte como aquela que obteve títulos estaduais nas três principais federações do bodyboarding brasileiro, recentemente ela conquistou o mais importante deles da carreira, superando numa final, com altas ondas, até a fenomenal cearense tetracampeã mundial.

Natural de Nilópolis, mãe de dois filhos, esposa do megacampeão Roberto Bruno e local da Praia do Futuro há mais de uma década, Dalete Mousinho pegou suas primeiras ondas em 2003, aos catorze anos de idade, na famosa Barra do Jucu (Balneário de Vila Velha/ES), berço da maior competidora de todos os tempos, a Neymara Carvalho. Seu maior incentivo recebeu do irmão Dan Mousinho que, além de lhe presentear com a primeira prancha, lhe levou para o projeto social onde acabou se tornando instrutora, que gerou a extraordinária capixaba pentacampeã mundial e que sempre teve a frente aquele que é considerado o maior professor de bodyboarding do país, o grande Anderson Pinto “Gordinho”.

Competiu pela primeira vez em 2004, na categoria iniciante, numa etapa do circuito capixaba, tendo conquistado no final do ano seu primeiro título estadual e o reconhecimento de atleta revelação daquele estado. Na temporada subsequente, resolveu rivalizar na sua terra natal, ainda no mesmo nível, e acabou alcançando o vice-campeonato carioca, mesmo com 23 (vinte três) adversárias. Em 2006, se tornou amadora, conquistou dois títulos (municipal de Serra/ES e o estadual capixaba), mas também estreou no circuito nacional e terminou como a quinta melhor do país. Após dois anos afastada das competições, devido sua primeira maternidade, voltou em 2009 conquistando seu primeiro troféu de campeã cearense, ainda como amadora. No ano seguinte, foi vice-campeã municipal de Fortaleza e, em 2011, quando se profissionalizou, atingiu o vice-campeonato alencarino.

Em 2012, foi a sexta do ranking, a terceira melhor do ano seguinte, a quarta de 2014 e, na temporada subsequente, após um quinto lugar na última disputa, ao lado de sua ídola Neymara Carvalho, voltou a ficar entre as três melhores. Como essa última etapa de 2015 serviu também com a única do ano seguinte, acabou como a quinta melhor do estado em 2016.

Seu último grande resultado obteve após um ano e meio de sua segunda maternidade, debaixo de muita chuva e com altas ondas no Icaraí, palco da primeira etapa cearense do circuito brasileiro, em 1999. Estamos tratando da inicial batalha do estadual de 2017, onde ela venceu uma final composta por uma tetracampeã mundial (Isabela Sousa), uma pentacampeã cearense (Patrícia Setúbal) e uma bicampeã alencarina (Patrícia Helena), e que lhe rendeu, no final da temporada, principalmente por conta dessa vitória, seu primeiro título de campeã cearense profissional. Para completar, foi a décima melhor do país ano retrasado, a segunda entre as representantes do Ceará, de um total de 33 (trinta e três) competidoras que disputaram o primeiro circuito brasileiro da nova diretoria da confederação.

Fotografias: Marley Araújo

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