MAGO DA ESPONJA

Pertencente ao seleto grupo de cearenses que venceram uma etapa do circuito brasileiro, ele também foi o único que ganhou duas delas nos verdes mares (primeira e última), que papou esse troféu dentro e fora do estado, é o terceiro maior conquistador de títulos estaduais na história do nosso bodyboarding, foi vice-campeão amador na primeira disputa do mundial no país e destaque, juntamente com o irmão (Roberto Bruno), na coluna “Os Magos da Esponja”, comentada pelo carioca Fábio Aquino, na décima terceira edição da histórica revista Style.

Luís Gustavo, apelidado pelos mais próximos de “Gustavinho”, começou a deslizar nas ondas quando tinha dez anos de idade, surfando de madeirite e logo depois com isopor, até que foi presenteado pelo tio com metade de uma prancha de surf, o qual transformou num “bodyboard de fibra”. Tem três ídolos no esporte, Guilherme Tâmega, Mike Stewart e seu irmão Roberto Bruno, e estreou nas competições na categoria amadora júnior, quando tinha doze de idade, fato ocorrido no último ano da década de oitenta.

Seu primeiro bom resultado, na referida categoria, foi um quinto posto na inaugural etapa do estadual no ano que o circuito teve o maior número de fases e que, coincidentemente, seu irmão debutou nas competições (1991). Ainda naquela temporada, foi terceiro na penúltima etapa e vice-campeão na quinta e última, encerrando período na quarta colocação do ranking. Após perder patrocínio da marca Cavalo Marinho no ano seguinte, se desestimulou e resolveu ir para o surf, voltando dois anos depois na última etapa do Cearense de 1994, onde mudou de nível e obteve a quarta colocação na amadora open, ficando atrás somente do campeão estadual daquela temporada (Melk Lopes), de Felipe Ramos e do seu mano que acabou em terceiro.

Em 1995, foi semi-finalista (nas duas principais categorias do masculino) na 5ª Copa Cavalo Marinho, evento que também serviu como segunda etapa da Copa Brasil, tendo avançado para segunda fase vencendo a bateria e deixando o carioca Paulo Barcellos em segundo (atleta que se tornou campeão mundial profissional cinco anos mais tarde). Um dos resultados mais importantes da sua carreira conquistou no mês de julho, em Guarujá, na primeira etapa de mundial no país, a sexta do circuito daquele ano, onde foi vice-campeão na amadora, perdendo apenas para o campeão brasileiro da categoria (Pablo Rodrigo/RJ), que virou na última onda. Sua inaugural vitória na categoria pro/am foi na 2ª etapa do Pernambucano, em Maracaípe (PE), onde também terminou em quinto na amadora, juntamente com “Bruninho”. Ainda naquela temporada, venceu também a 3ª etapa do Cearense (Icaraí), deixando Rosa em segundo, e foi vice-campeão na quarta e última fase da Copa Brasil, na Barra da Tijuca/RJ, com ondas de até 10 pés (2,5m), perdendo outra vez para Pablo Rodrigo, mas ganhando novamente de Paulo Barcellos. Encerrou ano conquistando a 3ª posição na profissional, e a segunda na outra categoria, ambas na quarta e última etapa do estadual, o que lhe garantiu o vice-campeonato na amadora e a terceira colocação no ranking da pro/am. A nível nacional, foi o sexto melhor amador da Copa Brasil.

Resolveu se profissionalizar no ano subsequente (1996), ganhou o primeiro circuito da OBP (Organização dos Bodyboarders Profissionais) e teve prancha assinada com seu nome, lançada em todo país, da Nascente Bodyboards. Na temporada seguinte, foi vice estadual e bicampeão do circuito paralelo. Em 1998, alcançou seu primeiro título estadual, superando o irmão que acabou sendo campeão brasileiro daquele ano. No ranking nacional, findou em décimo quarto.

Em 1999, conquistou a primeira grande vitória da sua história, na etapa inaugural de circuito nacional realizada no estado, evento denominado “Smolder Bodyboard Contest”. Servindo como segunda fase, etapa aconteceu de 23 a 25 de abril, defronte a barraca Icaraí Praia e Sol, no município de Caucaia, tendo o biografado vencido na final o carioca Hermano Castro, dividido pódio também com Melk Lopes (3º) e assumido com isso a 2ª colocação do ranking.

Possui o maior número de títulos estaduais no estilo Drop-Knee (2001, 2002 e 2005), ganhou a 2ª etapa do Brasileiro de 2003 em Maracaípe (dividindo pódio com o conterrâneo Fábio Rodrigues) e conquistou o título do “Ecológica Open Tâmega de Bodyboarding 2004”, evento realizado em homenagem ao hexacampeão mundial, que perdeu na final para nosso “mago da esponja”. Se tornou ainda, campeão cearense profissional em 2006 e 2008, no ano retrasado (depois de quase duas décadas) voltou a vencer (categoria master) uma etapa de circuito brasileiro no verde mar (Beach Park) e, no período passado, na sua segunda participação, conquistou sua primeira etapa do circuito que homenageia nosso principal pioneiro (Francisco Rosa), na principal categoria (quarentões), feito conseguido por apenas mais cinco feras (Alberto Colares, Melk Lopes, Gustavo Tavares, Juan Garcia e Rafael Moraes).

Fotografias: Marley Araújo

Fontes:

Jornal Rollo Bodyboarding!

Jornal The Surf Press

Jornal Diário do Nordeste

Jornal O Povo

Jornal Body News

Um comentário

  1. Sensacional galera. Durante essa breve leitura tive lembranças lindas no esporte que influenciaram diretamente em minha vida ! Obrigado por ter feito parte desse esporte maravilhoso . Por lembrarem e compartilharem de algo tão importante !!! Vida longa ao Bodyboarding!

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