BODYBOARD MEDICINAL

Além da já sabida minha história de utilização do bodyboarding para obtenção de uma mínima qualidade de vida sendo portador de uma doença grave (espondilite anquilosante), uma das nossas procuradoras municipais também optou pelo nosso esporte na sua história de superação e teve a importante parceria da nossa educadora física campeã cearense profissional de 2017.

No mês da campanha “Outubro Rosa”, nada melhor que o exemplo da Valéria Moraes Lopes (46 anos), diagnosticada com câncer de mama há dois anos e que vem sendo acompanhada pela grande Dalete Mousinho, nessa volta ao esporte que se apaixonou quando adolescente e que ressignificou sua vida. A “feliz decisão”, que tomou de incluir o bodyboarding no tratamento para minimizar o risco de reaparecimento da doença, também lhe propiciou laços familiares (já que apresentou nosso esporte aos seus filhos) e novas amizades, como essa que me externou com as seguintes palavras: “Tive a sorte de estar acompanhada por uma educadora física que é bodyboarder profissional, cuja convivência se transformou numa sólida amizade. Por suas mãos, voltei para a água”.

Dalete, sua nova amiga, nos disse que a experiência com Valéria foi excepcional, pois, tiveram que inicialmente fazer o trabalho de readaptação ao meio líquido e, aos poucos, introduzir o bodyboarding como parte do treino, transformando, assim, nosso esporte num grande aliado durante o tratamento. E acrescentou: “A prática muda seu estilo de vida. O contato com o mar e a natureza trará a sensação de liberdade e consciência corporal aguçada. Isso tudo é refletido no aumento da qualidade de vida”. Ainda sobre o esporte, nossa campeã nos disse também que numa revista foi descrito os significados da relação do surfista com o mar nas sensações corporais experimentadas nas técnicas do remar, sentar, furar e dropar a onda. “Ser capaz de passar a rebentação é associado a um retorno bem sucedido à comunhão do homem com a natureza, sendo as cores, formas e sensações do “outside” o privilégio daquele que vence as dificuldades do tornar-se e ser surfista”, finalizou Dalete.

“E assim vou seguindo. Ao tempo em que o mar me reconecta à mãe natureza, desafiá-lo me torna mais forte para enfrentar o que vier pela frente, seja calmaria ou tempestade.” (Valéria Moraes Lopes)

Fotografias: Alê Almeida

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