DUAS DÉCADAS DE SAUDADE

No ano que nosso esporte atingiu a incrível marca de cinquenta deles de existência, também alcançou vinte do bicampeonato brasileiro do nosso Roberto Bruno, do início da nossa Isabela Sousa e da lamentável partida precoce do nosso mais ilustre pioneiro.

É claro que estamos tratando do primeiro cearense mundialmente conhecido no nosso esporte, o impressionante Francisco Rosa, carinhosamente apelidado pelos mais próximos de “Lio”, aquele que nos deixou exatamente no dia 25 (vinte cinco) de janeiro de 2001 (dois mil e um) e que nos colocou na elite do esporte devido sua extraordinária performance na etapa nordestina do primeiro circuito nacional de surf (Fico Festival/1987), quando ainda éramos dependentes. Foi ele também que, no primeiro campeonato brasileiro de bodyboarding (1988), se tornou o único nordestino entre os oito melhores, e ainda, aquele que entrou para a história como o primeiro do Nordeste num pódio internacional (3º colocado no 2º International Bliss Competition/1989), numa final que envolveu o melhor do mundo na época (Mike Stewart) e o melhor do país (Alexandre de Pontes). Para completar, ganhou a segunda edição (1989) da copa mais importante desse tempo (Cavalo Marinho) batendo na última bateria o carioca então campeão brasileiro (Paulo Esteves).

Logo no início da década de 90 (noventa), Rosa foi bicampeão da referida copa (1990), se tornou o primeiro “não carioca” a vencer uma etapa do circuito brasileiro (1990) e fez-se, com a ajuda desta vitória, o primeiro nordestino a ficar entre os quatro melhores do país. “Lio”, ainda naquele decenário, foi o primeiro campeão do Nordeste (1992), foi elogiado por Kainoa Mcgee (havaiano mestre mundial do estilo DK), venceu sua segunda etapa de circuito nacional (1993) passando até pelo carioca Guilherme Tâmega (hoje o maior de todos os tempos), e, por fim, foi o primeiro bicampeão regional da história do esporte (1994).

Nosso saudoso era tão espetacular que, apesar da origem cearense, de toda discriminação e de todo preconceito sofrido, foi capa da importante revista Style, ainda é o segundo maior vencedor do circuito estadual, já foi homenageado várias vezes pelos pioneiros do bodyboarding cearense, inclusive, no Rio de Janeiro, no histórico evento “Bodyboard Legends 2018” (com os mais antigos atletas do país) e, hoje, leva o nome de um dos maiores circuitos masters do Brasil (Circuito Master Vip Francisco Rosa) que reúne todos seus amigos e que foi criado por um deles, aquele que também é o maior nome da nossa arbitragem (Paulo de Tarso, o “Mano”).

Fotografias: Basílio Bosque Ruy, Francisco Chagas, Raul Oliveira, Clemente Coutinho e revista Extra Magazine.

2 comentários

  1. Parabéns Marlon Araújo pela excelente nos levando ao saudosismo de bons do esporte. Atualmente o bodyboarding é mais o mesmo ebvio. Tempos direferentes daqueles nosso. Parabéns pela bela matéria. Obrigado por continua nossa luta!

  2. Falar desse grande amigo irmão camarada que mudou o cenário do nosso esporte e a grande terrinha sou grato por tudo que ele fez por mim tenho orgulho de passar as técnicas que ele me ensinou amor eterno

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